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NÃO JULGUEIS E NÃO SEREIS JULGADOS PDF Imprimir E-mail
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 A partir do capítulo 7 de S. Mateus, o discurso da montanha parece tomar uma nova profundidade, orientado mais em particular para os discípulos, isto é, para os membros da comunidade cristã de Mateus e de todos os tempos.
Neste provérbio Jesus pretende chamar a atenção dos seus discípulos para um perigo que os cerca: o perigo de se considerarem perfeitos e superiores e por isso se separarem dos outros, como fariseus. O significado da palavra fariseu é separado.
Quando julgamos o nosso semelhante, nos fechamos ao verdadeiro amor. Ficamos cegos diante da verdade, ficamos surdos aos ensinamentos de Jesus e deixamos de ser verdadeiros discípulos do mestre.

Jesus o mestre dos mestres assumiu a nossa condição humana, por amor, para viver no nosso meio e nos ensinar o quanto somos frágeis e dependentes de Deus.

O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que sabe “amar como Jesus amou”, “sentir o que Jesus sentia”, é aquele que sabe cumprir o maior dos mandamentos por Ele denominado: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
Precisamos entender que sem Jesus, somos pequenos demais, e como Zaqueu buscar o ponto mais elevado para ver Jesus, e convidá-lo a entrar em nossa casa, em nosso coração, e pedir a Paz que só Ele pode nos dar. Sim, somos pequenos demais e sujeitos ao pecado, e, portanto nenhum de nós tem a competência de Juiz, somente a Jesus foi dada por Deus esta competência, quando acontecerá na sua volta gloriosa, conforme professamos na oração do credo: “… está sentado à direita de Deus Pai, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos”. Mas, por enquanto nem o próprio Jesus quer ser nosso Juiz, pois, pela misericórdia de Deus estamos tendo a oportunidade de conhecer e colocar em prática a palavra de Deus.
Devemos, portanto ter muito cuidado, pois ao julgar alguém corremos o risco de sermos também julgados. Bem disse Jesus: “aquele que tiver sem pecado atire a primeira pedra”

Como resolver os problemas então? Se a culpa é do outro, vá a ele. Se é sua, vá a ele (Mateus 5:23-24). Não diga: “A culpa é dele; ele é que tem de se desculpar para mim”, nem “Se ele tem um problema comigo, ele deve vir falar comigo a respeito”.
Repreender . “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o” (Lucas 17:3). No entanto, lembre-se de falar “a verdade em amor” (Efésios 4:15). Como Paulo instruiu a Timóteo : “Corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:2).
Perdoar
. “Se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe” (Lucas 17:3-4). Jesus nos ensinou a perdoar os outros para que Deus nos perdoe (Mateus 11:25-26). Deus nos perdoou tanto que não devemos impor limites para perdoar (Mateus 18:21-35). Jesus demonstrou perdão na cruz (Lucas 23:34).

Qualquer coisa que você faça, aja rápido. A resolução dos problemas entre irmãos deve acontecer antes de adorarmos a Deus. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5:23-24). “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4:26-27).

Hoje esta cada vez mais difícil tomarmos estas atitudes, a hipocrisia tem tomado conta do mundo. Em todos os lugares encontramos aquele tipo de pessoa que se julga melhor que as outras, que se julga acima de um patamar que merece, simplesmente pelo prazer de aparecer ou por questões de soberba mesmo.
Acusamos os outros de mentirosos, e nos escondemos por trás da capa da meia-verdade; outros denigrem a imagem de alguns, pois se julgam perfeitos perante Deus e os homens; e vários outros aplaudem, sem conhecimento de causa, naquela de "eu não quero saber quem morreu, eu quero é chorar".
E as acusações, as críticas e ironias percorrem rápido como um rastro de pólvora.
E assim eu pergunto: o que estão lucrando essas pessoas? Por que não se olhar primeiro no espelho antes de atirar pedras? Por que não gastam o seu precioso tempo com coisas mais construtivas, que edificam tanto uns, quanto outros? Por que, ao invés de formar panelinhas reais ou virtuais, não ajudar àqueles que necessitam, ainda que seja apenas de uma palavra de conforto ou de apoio moral?

Julgar não cabe a nós. Somos pequenos demais, falhos e parciais para isso.

Para de fato amarmos o próximo é necessário que sejamos fraternos em relação a ele, reconhecendo como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos em sua situação.

Paz e bem! Aloizio Fontes

 

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